NOTÍCIAS DE HOJE - Sumário

Marketing - A realidade do consumidor no centro da inovação: o que Uber, Microsoft e Airbnb têm em comum?

Tech & IA - O debate que divide mercados: entre a expansão da IA na saúde e a corrida pelo selo "livre de IA"

Plataformas - O julgamento histórico das big techs, demissões em massa e a reação do mercado

Campanhas & Mercado - O mercado de health em crescimento e as grandes apostas das marcas

Creators - Ainda sobre health: os creators que estão virando donos do mercado

Educação & Carreira - O que os trabalhadores querem, e o que o mercado ainda não entendeu

Eventos & Mundo - O calor humano como tendência: o analógico virou resposta ao excesso digital

17/03/2026 - 16:16


MARKETING

A realidade do consumidor no centro da inovação: o que Uber, Microsoft e Airbnb têm em comum?

Marcas em crescimento mostram que inovação estratégica gera resultados financeiros e fidelidade — e o SXSW 2026 reforça esse caminho

Empresas como a Uber, Airbnb e Microsoft garantem creescimento inovando a partir da vida real dos seus usuários. (Shutterstock)

A Uber registrou crescimento de 20% em faturamento. A Microsoft, lucro de 60%. O Airbnb, alta de 10,2% na receita anual. Empresas de nichos e com modelos de negócio distintos, mas com uma estratégia em comum: antes de inovar, elas olharam a vida real dos seus usuários.

Mais de 70% dos consumidores consideram a experiência tão importante na decisão de compra quanto preço e qualidade. No South by Southwest (SXSW) 2026, em Austin, no Texas, CEOs, figuras relevantes e líderes de marketing de grandes marcas chegaram a conclusões semelhantes sobre inovação, em palestras ou comentários sobre o evento.

“Nos círculos de produto de onde eu venho, costumamos dizer que todo grande produto de verdade precisa desenvolver algum tipo de truque de mágica, algo considerado inconcebível”

coCEO do Spotify, Gustav Söderström

Um ponto de vista mais aprofundado, vem da autora e jornalista Jennifer Breheny Wallace. Sob conceito de mattering (o sentimento de valorização que buscamos em todas as nossas relações), e que ela defende ser um ingrediente essencial para conexões genuínas.

O conceito que hoje é aplicado na relação empresa x colaborador, se torna uma provocação para as marcas: quando a empresa olha verdadeiramente para a realidade dos seus usuários.

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TECH & IA

O debate que divide mercados: entre a expansão da IA na saúde e a corrida pelo selo "livre de IA"

À medida que big techs avançam com inteligência artificial, cresce um movimento global que reivindica o valor do que é feito por humanos.

StopAI, PauseAI e ControlAI são algumas das organizações que pedem controle sobre a IA (Wachiwit/Shutterstock)

O avanço da inteligência artificial no cotidiano está gerando dois movimentos opostos. De um lado, empresas apostam na IA como aliada da produtividade. De outro, uma reação crescente questiona os limites desse uso.

Grande marco desse conflito são as organizações globais, que estão manifestando para a criação de uma certificação globalmente reconhecida para conteúdo feito por humanos.

Selos como "Proudly Human", "No A.I." e "AI-Free" já aparecem em filmes, livros, materiais de marketing e sites. O movimento ganhou força após temores de que a automação por IA esteja substituindo empregos e criatividade. 

“A IA está agora tão presente e tão integrada em diferentes plataformas e serviços, que é realmente complicado estabelecer o que significa ‘livre de IA’”

Sasha Luccioni, pesquisadora em IA.

Enquanto no marketing, 82,5% dos profissionais brasileiros já utilizam IA diariamente, outros mercados estão seguindo em outra direção. Na música, atualmente, o Spotify já removeu milhares de faixas geradas por IA da plataforma.

Na saúde — setor que está em grande expansão com o lançamento das IAs novas da OpenAi, Anthropic e Microsoft — o caminho escolhido foi a regulamentação. O Conselho Federal de Medicina brasileiro, publicou a resolução que normatiza o uso da IA na medicina em território nacional.

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PLATAFORMAS

O julgamento histórico das big techs, demissões em massa e a reação do mercado

Enquanto Meta e YouTube respondem na Justiça por viciar crianças, a empresa anuncia corte de funcionários, e as ações sobem.

Julgamento da Meta está rolando há mais de um mês. (Imagem: Sergei Elagin/Shutterstock)

Kaley começou a usar o Instagram aos 9 anos, burlando um bloqueio da mãe. Em um único dia, chegou a usar o aplicativo por 16 horas. Hoje, com 20 anos, ela processa a Meta e o YouTube, alegando que as plataformas a levaram a desenvolver dismorfia corporal, ansiedade e pensamentos suicidas.

O processo de Kaley é o primeiro de mais de 1.500 ações semelhantes a ir a julgamento. Em fevereiro, Zuckerberg foi ao banco das testemunhas. A Meta nega as acusações e argumenta que a vida familiar de Kaley, não o Instagram, causou os problemas de saúde mental.

O julgamento ainda não tem veredicto, mas o cenário regulatório já se move. Austrália, França e Espanha aprovaram ou anunciaram restrições ao uso de redes sociais por menores.

É nesse contexto que a Meta anunciou planos de cortar ao menos 20% da equipe para custear uma infraestrutura de IA que pode chegar a US$ 135 bilhões em 2026. A reação do mercado financeiro? As ações subiram quase 3%.

A aposta dos acionistas é na eficiência de curto prazo. A questão que o mercado ainda não precificou completamente é outra: o crescimento das restrições globais à plataforma e o julgamento que pode resultar em milhares de indenizações.

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MERCADO & CAMPANHAS

O mercado de health em crescimento e as grandes apostas das marcas

De suplementos para longevidade a saúde feminina, o bem-estar virou uma economia de trilhões, e as marcas mais atentas já estão se reposicionando

O setor de saúde em 2026 demonstra crescimento consistente, impulsionado por digitalização, IA e demandas por prevenção. (ShutterStock)

No SXSW, Kasley Killam trouxe a tese: "A saúde social está saindo das margens para o mainstream." O mercado concorda: o setor global de saúde e bem-estar está avaliado em US$ 6,78 trilhões em 2025, com projeção de US$ 9,75 trilhões até 2032. No Brasil, o segmento de suplementos adultos cresceu 17% entre 2023 e 2024.

Longevidade e suplementação (+40)

A Nestlé escolheu o Brasil para lançar globalmente a Vital, nova linha focada em longevidade, com investimento de R$ 203 milhões. A Cimed também anunciou entrada no segmento com a marca Urso.

A economia do sono

A "economia do sono" atingiu R$ 2,2 trilhões em 2024. A Red Bull estaria desenvolvendo uma bebida com efeito oposto ao seu energético, com melatonina e magnésio.

Estética com foco em bem-estar e saúde feminina

O Grupo Boticário lançou, com o laboratório Genera, uma experiência que usa dados de DNA para orientar rotinas de skincare. O ponto ainda sub-explorado é a saúde feminina: o mercado de esporte feminino cresce globalmente, mas a indústria de bem-estar ainda responde de forma tímida às especificidades do corpo da mulher.

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CREATORS

Ainda sobre health: os creators que estão virando donos do mercado

No setor de bem-estar, influenciadores deixaram de promover marcas dos outros, e passaram a construir as suas

O varejo de saúde e bem-estar no Brasil está em expansão acelerada em 2026, impulsionado por demandas por wellness, medicamentos inovadores e canais digitais integrados. (Direitos autorais: DINHO FOTO VIDEO)

O CMO da Whoop, plataforma de wearables de performance, alertou para a influência dos criadores de conteúdo em levar credibilidade ao público na área da saúde — e as marcas estão ouvindo. Mas os próprios creators também.

Neymar Jr. lançou a Ranbushui, bebida funcional desenvolvida em parceria com a OriLabo, marca chinesa de bebidas saudáveis. A estreia aconteceu via live no TikTok chinês e conecta o atleta diretamente a um mercado de bem-estar.

No Brasil, o movimento vem de criadores que constroem portfólios próprios para não depender exclusivamente de campanhas.

Manu Cit, aos 22 anos, estruturou operação que combina publicidade, participação societária e negócios físicos — incluindo a Guday, marca de suplementos que faturou R$ 58 milhões, e uma rede de academias com três unidades no Rio de Janeiro.

No SXSW, executivos de marcas como Yahoo e Crocs reforçaram que os critérios de seleção de creators ficaram mais rigorosos: autenticidade, alinhamento aos objetivos de negócio e uso real dos produtos. A lógica é clara, e os próprios influenciadores já perceberam: quem constrói marca própria não precisa esperar ser escolhido.

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EDUCAÇÃO & CARREIRA

O que os trabalhadores querem, e o que o mercado ainda não entendeu

Entre o fim do 6x1, o polyworking e a saúde mental como prioridade, a relação entre empresas e colaboradores está sendo reescrita

Funcionários conectados têm sete vezes mais chances de estarem engajados, produzem trabalho de maior qualidade e têm menos probabilidade de pedir demissão. O dado soa simples, mas contrasta com o que o mercado de trabalho tem entregado na prática.

O fim do 6x1

82% dos millennials e da Geração Z apoiam o fim da escala 6x1, desde que não haja redução salarial. Para o CEO da Nexus, o dado revela algo além do cansaço com a jornada: uma mudança de valores em relação ao trabalho, com maior peso sendo dado ao tempo livre e à qualidade de vida.

O polyworking

Em paralelo, cresce entre jovens a prática de manter múltiplas fontes de renda simultaneamente. O polyworking não é só uma estratégia financeira, é uma resposta à instabilidade e à desconfiança em depender de um único empregador.

Saúde mental x burnout

67% dos brasileiros pretendem investir mais em saúde mental em 2026, e equilibrar vida pessoal e profissional aparece como desejo para 61,8% dos entrevistados. A demanda por bem-estar deixou de ser pauta de RH e virou prioridade pessoal.

O que mais foi destaque em Educação & Carreira:

EVENTOS & MUNDO

O calor humano como tendência: o analógico virou resposta ao excesso digital

Vinil, câmeras de filme e experiências presenciais crescem como reação ao esgotamento das telas — e o mercado começa a entender o recado

A busca por conexão real deixou de ser comportamento de nicho e os dados confirmam. Vendas globais de vinil atingiram US$ 1,8 bilhão em 2023 e devem quase dobrar até 2032 — crescimento contínuo por mais de 15 anos mesmo com o streaming dominante. O mercado de câmeras analógicas 35mm sai de €260 milhões em 2023 para €350 milhões até 2030. 

"Todo mundo está falando sobre a crise de saúde mental, mas isso é uma maneira de evitar falar sobre a crise da sociedade"

Esther Perel, terapeuta e consultora de empresas Fortune 500 ao redor do mundo.

A Geração Z registra alta de 46% no tempo dedicado a hobbies analógicos e gasta 40% mais tempo em lojas com experiências táteis. O que esses números têm em comum: o analógico oferece imperfeição, lentidão e presença.

No Brasil, isso se traduz em apostas concretas. O Lollapalooza 2026 combinou tecnologia, experiências presenciais e nostalgia. A Casa do Cazé, criada para a Copa do Mundo, transformou o consumo de conteúdo esportivo em evento físico e coletivo.

Perel destacou que aspectos como música, rituais sociais e encontros presenciais ajudam a fortalecer vínculos humanos e estimular a colaboração. Culturas com forte tradição de sociabilidade, como a brasileira, podem ter nisso um diferencial genuíno.

O que mais foi destaque em Eventos & Mundo:

OPINIÃO DO LEITOR

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