NOTÍCIAS DE HOJE - Sumário

Marketing - O Brasil como marca: por que o mundo está olhando para cá como nunca antes?

Creators - Lei Felca em vigor: o que muda para criadores, plataformas e marcas

Educação & Carreira - Anúncios no ChatGPT: o que já funciona nos EUA e o que profissionais precisam saber antes que chegue ao Brasil

Plataformas - Facebook está pagando creators para reviver a plataforma: e o que isso diz sobre o ciclo de vida das redes sociais

Eventos & Mundo - O negócio de não envelhecer: de Bryan Johnson a R$ 2 trilhões, a longevidade virou mercado

Campanhas & Mercado - Copa 2026: o futebol ainda mobiliza o Brasil e as marcas já estão em campo

Tech & IA - IA contra o incurável: como a inteligência artificial está redefinindo o desenvolvimento de medicamentos

24/03/2026 - 12:12


MARKETING

O Brasil como marca: por que o mundo está olhando para cá como nunca antes?

Com e-commerce crescendo 15% ao ano e uma classe média de 107 milhões de consumidores, o Brasil segue sendo o mercado mais estratégico da América Latina para marcas que querem crescer.

Brasil vive uma onda de chegada de marcas internacionais em 2026, especialmente em moda, luxo, beleza e franquias, e mais. (Foto: Reprodução/Instagram @brunomars)

Num mundo que valorizou a razão, a eficiência e o digital acima de tudo por bastante tempo, o Brasil cresce como contracorrente. O país do sentimento, do acolhimento, da festa e do contato próximo ressurge como referência cultural global, e isso tem reflexo direto no mercado. Só em janeiro e fevereiro de 2026, o influxo estrangeiro na B3 atingiu R$ 42,5 bilhões (1,58 vez tudo que entrou em 2025).

Com o reconhecimento do cinema brasileiro ("Ainda Estou Aqui" e "O Agente Secreto") o mundo aprendeu que o brasileiro transforma tudo em fenômeno de engajamento. O "come to Brazil" virou símbolo de audiência e artistas internacionais tem vestido cada vez mais a camisa do Brasil espontaneamente.

O açaí virou produto global de saúde e bem-estar. A academia virou lifestyle. O chinelo virou luxo acessível. O que esses casos têm em comum é a brasilidade como ativo. O país é a maior economia da América Latina, com PIB de US$ 2,3 trilhões. E o aumento da chegada de marcas internacionais ao Brasil em 2026 mostra na prática que o mercado enxerga isso.

No varejo de moda, Bershka e Massimo Dutti, ambas do grupo Inditex, estreiam em São Paulo, enquanto a H&M abre novas lojas no Rio de Janeiro e Porto Alegre. Franquias de alimentação, como Taco Bell, também reforçam suas operações no país.

A brasilidade também está sendo exportada e batendo recordes: 71 marcas brasileiras receberam a chancela de franquia internacional em 2025. A Smart Fit lidera com 986 unidades no exterior, seguida pela Oakberry, com 620 operações em 47 países, e a iGUi, presente em 50 nações.

Para o marketeiro, o recado é: o Brasil é uma narrativa que o mundo quer comprar. Mas saber contar essa história é o que separa quem aproveita o momento de quem apenas assiste.


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CREATORS

Lei Felca em vigor: o que muda para criadores, plataformas e marcas

O ECA Digital redefine as regras para criadores que monetizam a imagem de crianças e coloca plataformas, marcas e pais no centro da responsabilidade

Poucas plataformas anunciaram ajustes públicos explícitos até março de 2026, mas algumas já reagiram. (ShutterStock)

Em agosto de 2025, um vídeo do influenciador Felipe Bressanim, o Felca, ultrapassou 35 milhões de visualizações em uma semana ao denunciar a adultização de crianças nas redes sociais. A repercussão acelerou no Congresso uma legislação que já estava sendo discutida e no último dia 17, entrou em vigor.

O ECA Digital, também chamado de Lei Felca, muda radicalmente o modelo de negócio de criadores que baseiam sua audiência em conteúdo infantil. A lei proíbe a monetização e o impulsionamento de conteúdos que retratem menores de forma sexualizada ou adultizada, e exige autorização judicial prévia para que pais monetizem a imagem dos filhos. As marcas que patrocinam conteúdo irregular pode ser responsabilizado junto com o criador.

"Imagine que você transforma a vida do seu filho em conteúdo diário para milhões de seguidores, (…) e disso vêm patrocínios, acordos com marcas e receita do YouTube. Esse é exatamente o modelo de negócio que o ECA Digital coloca sob escrutínio legal"

Marcelo Mariano, advogado especialista em delitos cibernéticos. (Correio Braziliense)

Do lado das plataformas e jogos, a Riot Games bloqueou o acesso de menores ao League of Legends no Brasil até implementar controle parental eficaz. Fortnite e Roblox restringiram caixas de recompensa para o público infantojuvenil.

TikTok, Instagram e YouTube devem desativar rolagem infinita e autoplay para menores de 16 anos, mas ainda sem anúncios públicos de adequação. A fiscalização ficará a cargo da ANPD, com multas que chegam a R$ 50 milhões ou 10% do faturamento no Brasil.

Para os criadores, o impacto mais imediato não é nos stories do dia a dia, mas nos bastidores: contratos com marcas, cláusulas e a estrutura de todo conteúdo patrocinado que envolva crianças.


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EDUCAÇÃO & CARREIRA

Anúncios no ChatGPT: o que já funciona nos EUA e o que profissionais precisam saber antes que chegue ao Brasil

A OpenAI deu início à publicidade em IA e o mercado está dividido entre oportunidade e risco de credibilidade

OpenAI garante que não influenciam as respostas da IA nem expõem dados privados aos anunciantes. (ShutterStock)

O ChatGPT já mostra anúncios para usuários dos planos gratuito e Go nos Estados Unidos. Os anúncios aparecem na parte inferior das respostas, separados visualmente do conteúdo, sempre sinalizados como "patrocinado", e o Brasil está no radar: é um dos três maiores mercados do ChatGPT, com 140 milhões de mensagens diárias.

O modelo não é unânime: A Anthropic declarou que o Claude não terá anúncios. E a Perplexity desistiu do modelo, afirmando ser incompatível com uma IA que precisa entregar respostas confiáveis, e que a publicidade faz o usuário "duvidar de tudo".

Na prática, para profissionais de mídia e anunciantes, a preparação começa agora: o formato exige pensar em intenção de compra no momento da conversa, não em palavras-chave isoladas.

Os números do modelo americano revelam um canal premium: o CPM é de US$ 60, três vezes o custo do Meta, e o investimento mínimo para entrar na fase beta é de US$ 200 mil, com parceiros iniciais como WPP, Omnicom e Dentsu. Por enquanto, o acesso é por convite, mas a tendência é abertura gradual para anunciantes menores.

Categorias como B2B, serviços premium e produtos de alto valor tendem a performar melhor nesse ambiente. E diferente do Google, o volume ainda é menor, mas o engajamento pode ser 5 a 10 vezes superior ao de anúncios em display.


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PLATAFORMAS

Facebook está pagando creators para reviver a plataforma: e o que isso diz sobre o ciclo de vida das redes sociais

Com 22 anos de existência e queda entre jovens, o Facebook tenta atrair uma nova geração de criadores

O movimento revela que redes sociais têm ciclos. MySpace dominou por 4 anos. O Orkut durou 6 no Brasil. (ShutterStock)

A Meta lançou o Creator Fast Track, programa que paga cerca de R$ 15 mil para creators do TikTok, Instagram e YouTube postarem no Facebook. Em 2025, a plataforma pagou quase US$ 3 bilhões a criadores, alta de 35% em relação ao ano anterior.

O Facebook estagnou em 3 bilhões de usuários mensais, mas entre jovens de 16 a 24 anos a queda é de 15 a 20% em relação aos picos de popularidade. No Brasil, apenas 7,7% citam a rede como favorita, contra 35,9% do Instagram.

A estratégia é clara: sem creators, não há conteúdo. Sem conteúdo, não há usuários. Sem usuários, não há anunciantes. Pagar para que criadores migrem é a aposta da Meta para interromper um ciclo que, historicamente, poucas plataformas conseguiram reverter.

Para participar do programa, criadores precisam ter ao menos 100 mil seguidores em outra plataforma e postar 15 Reels por mês no Facebook, sem exigência de conteúdo exclusivo.


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EVENTOS & MUNDO

O negócio de não envelhecer: de Bryan Johnson a R$ 2 trilhões, a longevidade virou mercado

Entre biohackers bilionários e a economia prateada brasileira, a busca por mais vida está gerando uma indústria sem precedentes

Desde 2000, mais de US$ 5 bilhões fluíram para pesquisa de longevidade. (Agaton Strom/Redux/eyevine)

Em fevereiro de 2026, Bryan Johnson, o bilionário biohacker do Vale do Silício, abriu apenas três vagas em seu programa "Immortals": US$ 1 milhão por ano para seguir o protocolo anti-envelhecimento que ele testa em si mesmo há cinco anos. Mais de 1.500 pessoas se candidataram nas primeiras 30 horas.

Jeff Bezos e Peter Thiel investiram na Unity Biotechnology. Sam Altman colocou US$ 180 milhões na Retro Biosciences. A oportunidade está clara: biotecnologia, saúde, moradia adaptada, turismo sênior, tecnologia assistiva e educação continuada são setores em expansão acelerada.

No Brasil, o fenômeno tem outra cara, mas escala comparável. A economia prateada movimentou R$ 1,8 trilhão no país em 2024 e deve quase dobrar até 2044, quando a população com mais de 60 anos chegará a 75 milhões de pessoas. O público 50+ já contribui com 39% do PIB nacional.

A preocupação dos Estados é da longevidade enquanto problema demográfico. E o mercado em crescimento pode trazer esperanças, possibilitando que pessoas idosas vivam melhor e por mais tempo.


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MERCADO & CAMPANHAS

Copa 2026: o futebol ainda mobiliza o Brasil — e as marcas já estão em campo

Com 71% dos brasileiros planejando assistir ao torneio, o mercado aquece antes mesmo do apito inicial

O canarinho de 3 patas foi alvo de polêmica, pelo uso de IA na criação da imagem, e foi deletada do Instagram da Seleção Brasileira
(Reprodução: Linkedin Rian Dutra)

A Copa do Mundo começa em junho nos EUA, Canadá e México. Com dados de expectativa de audiência maiores do que a média global, de 59%, o brasileiro está mais interessado atualmente do que esteve pelas copas recentes.

O otimismo pelo hexa é baixo, apenas 28% acreditam segundo a Quaest, mas o torneio reacende uma paixão que eliminações precoces do Brasil em 2022 e 2024 tinham resfriado. E as campanhas temáticas já chegam em ritmo acelerado.

O padrão das campanhas deste ciclo é claro: nostalgia dos títulos passados combinada com a geração atual, herói e futuro no mesmo enquadramento. O desafio das marcas é navegar entre uma torcida que ainda sente o peso das eliminações e um evento que, historicamente, sempre encontra uma forma de reconectar o Brasil com o futebol.


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TECH & IA

IA contra o incurável: como a inteligência artificial está redefinindo o desenvolvimento de medicamentos

O que levava décadas agora pode ser feito em meses, e doenças sem tratamento começam a ter esperança

Desenvolver um novo medicamento costumava levar mais de uma década e custar bilhões de dólares. A IA está reescrevendo esse prazo. A empresa Insilico Medicine usou IA para projetar um candidato a medicamento para fibrose pulmonar idiopática, uma doença rara que cicatriza os pulmões progressivamente, e os primeiros ensaios clínicos mostram resultados encorajadores.

O antibiótico Halicina, projetado para combater infecções resistentes, foi identificado entre 1,5 bilhão de compostos em apenas 3 dias. A Novartis usou IA para mapear cinco alvos promissores para uma doença renal rara em menos de um ano.

O modelo TxGNN, desenvolvido em Harvard, identificou candidatos a medicamentos a partir de remédios já existentes para mais de 17 mil doenças, muitas sem nenhum tratamento disponível. A lógica é poderosa: reaproveitar medicamentos já aprovados é mais rápido, mais barato e mais seguro do que criar moléculas do zero.

A IA também está chegando ao diagnóstico. Estudos recentes mostram precisão acima de 90% na detecção de certos tipos de câncer, e o Hospital Memorial Sloan Kettering reduziu o tempo entre biópsia e início de tratamento de 56 para 34 dias usando modelos preditivos.

A fronteira entre "curável" e "incurável" é um alvo em movimento que a IA está ajudando a alcançar.


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OPINIÃO DO LEITOR

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